Saudade: confins e ensinamento

Uma tartaruga claustrofóbica,

Enjaulada, se perde no silêncio da sala.

Leve ou pesado,

Mas sempre com o peso necessário.

Ela vive com um vácuo no peito

Que é raramente suspeito

Pelo semblante do vulgo que sofre.

A falta nunca está no rosto,

A falta é guardada em um cofre.

Seu casco áspero e insensível exala dor.

Não sente estímulo, nem qualquer furta-cor.

Inquieta recorre aos tempos mérito

E a mente reprisa um prefácio pretérito.

Publicado por Mateus Alves

Sou um estudante de jornalismo, apegado às ciências humanas e em busca de consciência. Dessa forma, sigo tentando ver em cada fresta um mundo sobre o qual vale a pena debater. Novos textos toda terça e quinta.

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